sábado, 27 de junho de 2009

E eu dos meus

Raizes, meus dias tem sido de rins, médicos e noites mal dormidas.

É estranho, a vida ciano-branca de hospital, nossos parentes entubando sonhos e descobrindo que são frágeis e se amam. Meu pai arrancou um rim e abriu os olhos: a vida corre depressa. Fumar é um risco necessário ou um luxo amigo? Acho que só nós sabemos errar.

Passei anos relendo dores e sorrisos bêbados e ainda nem cheguei aos vinte, tenho medo. Estou conhecendo a impossibilidade do abraço e uma vida de medidas mal pagas na qual muitos me engessaram.

Estou vivendo a tristeza de não entrar na bolha porque não sei o que pensariam de mim. Talvez me chamariam de filho ingrato depois de duzentos anos de sim, senhor. Quero a paz dos fracos, mas me sinto cada vez mais livre para correr no vento, uma guerra de minutos.

Quero vê-la nos risos exalados desse nosso novo Rancho.
Nossas férias serão no mar. Amar.