terça-feira, 28 de julho de 2026
Quero!
domingo, 28 de junho de 2026
caaaaarro
meu catarrinho grosso e verde, como gosto de te ler. que lindo ainda estarmos aqui resistindo às minhas inúmeras birras. te mandei um zap, mas deixa eu ser mais clara aqui:
umas desgraceiras andam me atormentando, umas paradas pesadas do passado vieram com força essa semana para entrar em contraste com o final de semana passado cheio de alegria, andanças e uma thaís do velho testamento que eu estava com muita saudade. essa virada doida de clima, idade, responsabilidades, fígado e pulmões não juvenis me colocaram de castigo e me lembrei dos apavores da vida.
meu deus, onde eu me tornei tão covarde? como deixei de me amamentar e acreditar no cinismo estruturado?
que medo da vida, que medo dos outros, que medo dos aluguéis, que medo de não passar naquela prova desgraçada, que medo nas notificações roxinhas do caralho do banco. QUE MEDO, que merda.
antes de dormir fico nanando um mantra de coragem, foco e fé para me ancorar e saudar a vida. que privilégio vir pra cá, que privilégio doer, suar, sair de mim e me parir sempre que possível para receber pedras e flores. me esqueço de respeitar a vida e levo uma escada que já está pequena pra sair dos buracos.
ao mesmo tempo que esse dramalhão depreciativo mete a espora nas minhas deliciosas costelas com molho barbie cú, uma deliciosa paz de tudo ser tudo, e não ser nada ao mesmo tempo me acomete e deito na rede feliz. para logo mais entrar nesse vórtex tudo de novo.
hoje quis retomar um diário, escrever sobre isso e ao mesmo tempo me deu tanto medo. o "pra que?" vindo como resposta pra tudo, aquela voz filha da puta da cabeça desmerecendo ações pra me tirar da inércia. lembrei de quando tive um diário na infância e minha mãe lia tudo, mexia em tudo, me expunha e ainda tivava onda com a minha cara kkk famílias fazendo psiquiatras faturarem desde que mundo é mundo kk
enfim, quando passo por essas fases de medo começo a sonhar muito com água. céus fechados, chuvas fortes, missões em cavernas, profundidades nebulosas, águas escuras. e sonhei ontem que estávamos indo para fernando de noronha. chegamos lá e uma tempestade cabulosa chegou junto. era um apavoro com beleza, um cenário natural majestoso e iansã metendo o louco.
achei sua representação tão gostosa nesse sonho. tu que sempre me recebeu com seios fartos esguichantes em um temporal divino de força daquela que têm meu ori. te abraço maior ainda, um beijão no seu bumbum.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
O processo
quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Razões para desistir
terça-feira, 29 de julho de 2025
sonhar além de nós
Julho no cerrado sempre tem uma ventania matinal tão saudosa. Tá rolando uma obra ao lado da minha casa e os pedreiros intercalam fofocas e rádio enquanto pego esse sol. Intervalos de barulho e agonia física preenchem este mês de férias sem férias que me deixa sedenta por mudança, fugi pras colinas, mas a saudade do frenesi me lambe a espinha vira e mexe.