Aquele drama infindável, sem o qual você não teria como justificar o fracasso de viver e não ter feito tudo o que tanto quis. Perca-o. É inevitável mesmo. Todos sabem, nenhum mistério. Do budismo ao bêbado, todos sabem. Pra que fingir surpresa?
Então, o que resta? Então resta todo o resto, que é sempre uma próxima cena, com novos personagens, em um dia que não foi desenhado pelo assombro do indomável demente que declama o mais podre poema numa paupérrima cabeça insone.
Chega disso! Já te disse. Lá vem! Abandone o abandonado que grita miúdo, mirrado, seus mimimis infinitos dentro do peito, com medo de morrer. Sinta-se.
Nós, no Olimpo, duvidamos que pode dar errado. O amor, o verdadeiro, o vital, NUNCA VAI DAR ERRADO.