domingo, 7 de dezembro de 2014

Coisifique

E essa trama frutífera da vida, lugar de escolha, que coisa mais patética, arranjada: por que eu? Não se pode o que se pensa, o pensar e o temor num encontro impossível, por que por que por que? Como não se perguntar sempre? Falsa instabilidade que me toma, tantas consciências, há mesmo lugar para o prazer? E o bem....? Bem... sou eu bondoso dessa forma nessa fôrma, nesse corpus, nesse jeito que é uma lança? Estamos mortos de vontade, impedidos, a trama longa, muitas vidas e interesses. Sem falar nas produções cinematográficas, na coisa cotidiana, na vida e no mais íntimo pensamento. Onde tudo isso se encontra? Que revolta juvenil.

Sei quem está aí.

Que desastre, quanto mais bem colocado, mais fodido e armado. Não dá para saber viver um fracasso como esse. Onde está a correção do gesto? Corroído gesto, as coisas trepam para não se perderem e eu estou perdendo agora a minha própria plenitude. Que medo! Não... que eu me deflagre, que eu me rasgue, que eu pare de acontecer! Que eu me pacifique. Sou o maior problema do mundo, sou meu maior problema, preciso ser fruta, figo, preciso definhar caindo da árvore na cabeça de um gênio. Preciso acontecer bem... do bem, na boa. Por que não? Se tudo pode, sou todo o possível, sou algo que de dentro vai para fora, atravessando o óbvio, sou a grande coisa que ninguém nota, sou trabalho silencioso. Sou pura perdição cultivando respeito pelas coisas... as coisas chamam! Que coisas estranhas me cercam. Me ajudem, coisas. Me ajudem.

domingo, 30 de novembro de 2014

Nove

O nono vem, firme, seguindo o número 8; que vem depois do sétimo; que só poderia ter vindo depois de um sexto, substituto esse de um quinto que, igualmente, sucumbiu, como na sua ascenção havia feito o de número 4. O terceiro foi a causa deste último, que, num golpe, se desfez do que possuía, tendo ainda o segundo (sempre) em vista. Também em vista está (sempre) o primeiro, primeirinho. Uma promessa, quase um zero. Que não é nada, que está sempre, que grita sempre de lá-longe e que aqui se escuta, sempre, que ele está morto de tanto estar aqui, de ser o primeiro no nono do zero ao zero, fechando o círculo do que não corresponde a nada; só mesmo ao que o zero, que abre o jogo, não sendo nada, falhou em ser. A ilusão causada por um zero (dor imensurável, dor que sugere busca, uma dor que nasceu do nada, um abalo, uma saudade do nada. Uma vontade de zero, digamos) é o que me move.

domingo, 16 de novembro de 2014

Amém procês tamém

Agora que isso aconteceu, conosco e com cada um de nós, estou em dúvida.

Qual é o entendimento disso? Para o quê esse entre servirá, na hora de entrar? Como isso se modifica? Como aguentar por mais tempo? Como observá-lo de longe, de perto? De que modo um novo olhar? Como atravessá-lo, sem sair daqui?

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

terezinha e seus dois filhos

Com amor, Terezinha fez dois sábios. Cresceram e viveram o que lhes fazia bem. O que não lhes aprazia, faziam -RÚM! (com garganta e uma sobrancelha) e amém. Num instante descartavam um alimento, um brinquedo antigo, um livro a ser lido, um panfleto do ano dois mil e pouco, um bilhetinho, o que fosse. Descartavam. Um casamento, um elogio, uma colher de açúcar excedente, um beijo a mais pra casar, um sul-venir! Obrigado. Azedos, m a s  f e l i z e s. Com muito amor, criou Terezinha dois grandes egos, dois pilares, dois autoevidentes. Felizes foram. Um caminho, se não iam por ali, simplesmente não iam, por lá melhor, não que vá por ser melhor, mas porque fui, melhor foi. Assim é. Não havia ali se ali não houvessem e assim por diante, vice-versa, sem muita conversa, porque não cabia. Cresceram gordões e sorridentes, eram cabeças imensas, apaixonantes, seres redundantes, umas humanidades. Mas nada de desconcerto, dúvida, receio, ou vacilo, não. Não havia tempo, havia sim decisão segundo o desejo, e desejo segundo o pensamento e o ar que o ronda, e assim, descartar: moving on, moving on, moving on. Eis que um dia, obra da tradição, já não eram e eram nada. Assim foram. E daí. Expressivos, se moveram, vieram, viraram e viveram, não eram nada, antes de o serem: nada igualmente. E daí. Me comovo ao pensar neles, porque me apertam o peito, também pouco os identifico, se sim ou se não, se os aprovo bem, se foram bons homens. Que penso deles? Pencil. Não sei. Penso que talvez faltaram diálogos e chameguinhos, talvez devessem ter dançado um forrozinho. Talvez fossem paulistas urbanoides, ou goianienses urbanoides, ou anapolinos urbanoides, ou apenas pequenos debi-loides sem muito coração. Quão indiferente sou a essa história. Quiçá a catalepsia e acordassem encalacrados em seus caixões, já transferidos para lá-onde-não-se-pode-ser-mais-nada e se desesperassem um pouquinho -hehe- com tanto pouco o que fazer. Fezes! Fizeram as vezes e quem são eles? Seres humanos diferentes de nós. Que sorte a nossa, não?

Sou profissional, mas não perca seu tempo comigo

Então, queridinh@s, aqui na minha coluna, estou voltando a falar sobre as coisas aprazíveis (como o fato, corriqueiro, pero orgasmático, de estralá-la). Estou atento às coisas vivas e as que dessas coisas fulguram coisas que vivem e cheguei a esta imagem de uma janela perdida na imensidão do universo. E o que não está perdido na imensidão do universo, não é mesmo, sr. Presidente. Como estás elegante, pensei em brincarmos de dividir... hoje. Ah! Me lembrei do tempo em que reinava o silêncio, que vida tão diferente era aquela, não se falava de monografias nem monogamias, mas agora estão querendo implantar os dentes dos outros na minha boca! Não! Não, não não, não senhor! Não vou deixar não não. Eu estou curtindo aqui o meu orgasmo, mas calma lá, a educação pra mim é um carinho que se mantenho com este outro aqui com quem eu... enfim, sei bem que não estou só nessa voluta movimentada da vida e não sou nenhum paulista. Estou matutando tando tanto nessa individualidade qu'estou achando muito complicado estar
no meio
de uma coisa
, sendo uma coisa num lugar em que estão outras coisas tão convictas de si mesmas e de como fazer isto que estamos fazendo. ISTO-QUÊ?, sr. Secretário? Ora, isto-vida, sr. Presidente. O que mais além d-isto?

Está difícil pra mim levar isto a cabo, senhor. Tenho dificuldades em tarefas como: - identificar; - discernir; - decidir; - respirar. O que me falta, senhor? Certa tranquilidade, senhor. Faltam-lhe gases mais pobres. Menos gases até, senhor. O senhor parece acumulado.


AAAAAAAAAAAAI! Quanta baboseira para pouco cabelo! Por que marcosfelicianos estou virevendo estas bes-tei-ras sem tamanho? Esta bo-ba-gem sem bagagem imagem vantagem selvagem etc etc etc... eu não quero mais ser gente!!!

Não sou livre? LOGIN: ******

Qual liberdade esta. Não posso sequer mudar de planeta. Não há vantagem em ser infinito.

Ah! Señor! Quanto umbiguismo. Veja a situação de seu pai, de sua mãe... pra você vir com essas questões fato-umbiguistas, reveja, porfa, a dimensão e a higiene do seu umbigo, meu amigo. O mundo é após-Calypso e acelerou acelerou: quem irá reinventá-lo? O passatempo é desenvolver desculpas que vêm com uma carinha de animal exótico, cada vez mais elaboradas. Ganha quem espalhar mais desculpas da melhor maneira (e mais divertida) possível. kkkkkkkkkk ISTO! ... isso é uma ideia, senhor! Isso parece bom. Isso nos redimirá. Isso mudará tudo aquilo (lá). Seremos reis disso. Disso nunca se ouviu falar. E lá estaremos, onde nem mesmo esperávamos. Confesso que temia isso, mas agora isso posto, não me amedronta mais.

Faltou algo a ser dito sobre tudo isso? Digamos que sim. Que não-nego-que-não. Mas encaremo-lo (isto) como uma conditio sine qua nonSem a qual não estaríamos.......

aqui.

desta forma ---- por assim dizer ---- nesta situação ---- tal que, diria

goiana, humana, digamos, irreversivelmente como a escova.

Progressiva, senhor?

Sim, senhor. Exatamente esta. Esta escovinha sim, me dar um jeito no meu pelo e ir-me embora, porque estou me sentindo feioso e isso me fecha as portas para a vida. Entende?


Demais.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nara, Narayana / cântico para botar pra fuder

y a na me ta na

quantas coisas penso eu. Sobretudo observo a coisa viva e universal, a coisa cuidando de si mesma, destinada e fluxa / estou de olho neste senhor do outro lado da rua, encurvado, camarado, desprovido de interesse sobre si, catador de palavra e preguiçoso de amar / está amando ao contrário, uma questão idiomática / finalizando a roda, a ronda esmagaçada, o futuro sem fim. até morrer? hahahahaha isso não vai acontecer NUNCA! Morrer... ui ui! tudo está passando no sentido cronocósmico antiovário, voltamos a ele, o primeiro lar da existência, para desvendar a coceira de estar vivo / um príncipe em dois de almas sexunas, juXtapostas, corjinhas de amor, intracamas, sabigíneras, holofóticas, explovívicas! maravílhicas!! minds! um pessoal who think their own pleasurices e se encontram no interior de um mesmo tubo, percorrendo a estrada cosmoral psi-cosmossocial / eu lhe reconheço, amor meu, matéria de minha salvação / tudo que lhe dedico é amor em seu caráter cinestésico: vamos! é de ir e juntos, temperaturas de um sobre temperaturas do outro / comoama! palavra ritual de sacação intracoisa em mim

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Seguir

Tem um pé, que é meu, encostado sobre o outro e um sente o outro: pé. Estou desacostumado a ser uma coisa acostumada a ser. Nada de lamentação

por sobre a angústia, uma dança sapateia

uma dança une eu-aqui ao sim de ser. Morro daqui a alguns anos-meses-dias como dizem por aí e me desintegro deste pé. Serei, quem sabe, chão. Forte a minha presença. Tenta resgatar sua coisice. Explode e rende e canta para desaparecer o ser, contido no seu em-si. Evoco mamães, papais, casas e bocas do inferno. Que a alma possa ser coletiva, coletada do mundo-mais-que-o-eu. Eu estou de passagem, devo admitir ao padre, ao psicólogo. Quanto menos eu, mais para lá me encaminho. Tenho funções misteriosas. Sigamos por uma estrada bonita! Bonita! Algos se abriram e coisas entram nos espaços vazios provocando frutificação. Um presente. Nisto tudo que aflige, desejando pesar, um pensamento se desocupa e voa. Voa esse pano, a ideia e as sobras disso. Não fiquei, não ficarei, não tenho o dom de permanecer. Estou me desintegrando e integrarei os demais. Renuncio ao crescimento, para além de tentar uma prostituição, irei rumo ao olhar, sempre ao olhar, no limite de um triunfo que não é meu. Quanto menor, melhor. Desfaz-se o muro, resta a passagem, o benefício da contagem, da experiência útil e eu nem mesmo pude ser incluído, porque estou fora do círculo, do desenho. Voltei a borrar no todo. Logo estarei ansioso novamente. Logo me integrarei. Logo serei eu, para morrer e morrer e morrer e tentar morrer para continuar nas coisas.

sábado, 13 de setembro de 2014

Uma esperança negra

Oi! Você está aí? Quem é você? Hummmm... bonitinho... você está aí de olho no futuro, né? Te peguei. O que será que vai acontecer? Será que eu já sei? Eu estou visualizando algumas coisas... será que você também está? Me conta? Olha... eu estou tentando te contar. Soltei um pum. Soltei.. soltei... soltei... ok! Um pum, tá? Mas e a agonia? E a letargia? E o desespeeeeeroooo???? Me ajude... Você está me OUVINDOOOOO? Please, onde é o canal de conexão até você... Não me reduza a ele, por favor... tenho MEDO(!) de ser reduzido. HAHAHAHAHAHAHAHAHA rir agora é assim. Quem diria... se eu não for compreendido é como se eu tivesse sido um problema? Quero ser inteligente... por favor, conecte aqui! Eu sou honesssto. =) Nós podemos des-en-vol-ver algo... mas não fale dessas questões, essas questõezinhas... vamos falar verdadeiramente das coisas? Perder tempo já é usual... quero diferir.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Eu não diria nada se não fosse urgente

Por favor, me ajudem aquiiii, aquiii tem eu! Ó! Me ajudem a dizer essa palavraaaa, me ajudem, gentchy! Pleeease... está difícil, pouca coisa está tão difícil, não dá pra ficar por aí estendido na praia nadando contra a correnteza do problema. Resolvendo com a respiração, estou me fundindo ao cimento do prédio. Não sou culpado por ser um só: uma coisinha. Sou uma tentativa, se eu respiro, só fiz minha obrigação. Não sou de marte!!! Ói no ôi do zôto!! Óiquiiii! Eutôqui-sô! Óiquiiiii! Hahahahahehihohu... soudjiboua, dexeu, dexeuzinho.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Um momento, por favor (vou repassar a ligação)

Olhem para mim! No que tange à minha dignidade, permaneço em dúvida. Do que se trata ela? É um desejo íntimo interrompido? Quem sabe uma fritura que minha mãe deixou de comer na gravidez, ou antes, antes, bem antes, bem antes-antes, antes, antes, ela isso e aquilo aquilo isso isso e eu estou aqui hoje aqui assim aqui. Bem... sigo duvidando de tudo. Preciso amparar-me. Qual é a diferença entre o parafuso, o pedal e o ciclista? Quem está movendo quem? Por favor, parem de me olhar. Deixem-me no canto. Deixem-me imóvel. Sintam a minha falta para então chamar a minha presença com carinho, me façam dissolver dentro do caldão vivencial. Eu-que-escolhi-meu-futuro... eu sou @ maior besta que conheço... não consigo me controlar e sigo têin-tân-do. E agora? Nadinha. Eu.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

onde estou?

isto é onde?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Esse cansaço é falta de pica

O que vim a ser? Isto. Estou observando. Óóóóó: lá está aquilo ali bem colocado. Tudo é interessante. Não existe o tédio. Por isso lá acima a bola de fogo: está. Porque ela está, estamos, não há crise de motivação, há apenas uma indisposição de viver, a maior besteira da coisa humana: gulosa! O ser que quer tudo se estrepa, tropeça no nada imenso da vida, vira uma pedra podre que o padre Pedro do peito do pé preto acaba por sentar em cima. Aquele tarado! Eu não admito a ingratidão, como assim "não quer"? Vive-se sem querer, a vida me parece uma coisa acontecendo, vai reclamar do que? Da coisa que surgiu da coisa e está te gerando um problema? A coisa virou pra coisa, pegou e falou assim: - coisa!, aí você me vem e fica irritado? Pra queee? Cultive-a! A meta é amar com a, m, a, r, letra por letra, uma seguida da outra virando sssoooommm. Se não tiver o que fazer, viva. Estejy e sejy. Só wilson. É simples. Você já escutou rádio? Está boiando no silêncio do apartamento, sem compania de no-body? Escute a TV falando com você: psiu, psiu, psiu!! Quero seu pipiu! la comunicación está entrando pelo umbigo do povo, uma espiral de desejo. Quem pensa com o corpo, nada na correnteza universal... e vaaaaaai emboooraaa... amor é tudo aquilo que funciona... para de fazer machucado na perna dos outros! O seu pinto vai esfolar e você vai sentir saudade dele, ele vai e você fica. O sexo está no centro da vida: tem 7 bilhões de pessoas paradas num círculo olhando pra ele: estátuas desesperadas por viver. Quem com ferro fere sem ferro ficará. Eu-penso-assim. Não quero ser do mal. Quero ser do bem. Agradeço a Deus por ter inventado dois lados, assim sei que não estou lá quando estou aquihihihihihihihihihi =) Que legal esse negócio de viver, tem tudo a ver com... viver! Olha só: que tal você tocar no ombro de alguém e dizer: -oi! E daí... você ouve e responde o que for respondido... e segue considerando o que acontece na massa profunda do seu corpo-vida incluindo aquilo que te habita e não é seu. Tus tis tornus eternamentis responsavis pur aquilus qui cativas. Então, releia os dez mandamentos, junte três claras em neve, farinha, suggar, fermento e dê de presente com carinho uma torta na cara da ideofobia! Os imperadores continuam reinando nas nossas cabeças, pessoas podres feitas de três padres em neve, peidando na barriga dos outros por séculos, sem nunca saber nada sobre amor e o funcionamento das coisas que andam e fluem e se gostam porque se cuidam. Adeus! João de Deus! A sua bênção não combate a minha vaidade. Cada um edifica seu mundo, a partir do próprio pulso: a mão vai no ombro e diz: -oi! O que vem depois?

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dancinha

os loucos estão cagando fora das privadas, nadando e trocando lógica com outros animais e coisas. Os loucos estão por aí: afora. Enfeitando-se de coisas que dizem coisas sobre si e sobre as coisas. Porque estão falando, falantes que estão sendo, sempre no gerúndio, o tempo dos loucos. Os loucos estão cagando fora das privadas, cagando no sentido, na para-ideia e estão menos frustrados. Estão desinternando-se, embora estejam internados entre paredes nas quais lombram, lombram e lombram até serem muito maiores que qualquer coisa que se materializou nelas. Estão afora da delimitação pouco instigante dos que não cabem na palavra loucura e que seguem, seguem, seguem em vagarosa loucura para dentro do umbigo, explodindo para ninguém ver. Os loucos não são escravos do sexo, como os sóbrios. Nem do dinheiro, nem dessa ilusão de eternidade, como os sóbrios. Nem do futuro, nem da virtualidade do tempo, como os sóbrios. Estão apenas nisto, como tudo isso está: coisa que nem tudo que a pena zestá. Quem são os loucos? Um grupo? Um movimento? Um estado? Eu quero! Eu quero! Eu quero, porfaaa! Quero eles na presidência da república e na redação dO Globo, quero eles pintando as fachadas das casas na cidade onde vou vivo. Quero extra-vazamento do mundo humano cultivado no interior do humano como se fosse virtude guardá-lo para evitar anulá-lo. Os loucos constroem de onde têm para onde não têm, sem cancelar a si mesmos o tempo todo, por isso pode ser que cancelem uma vida de alguém sóbrio e sejam assim considerados loucos demais para essa vida de tantos procedimentos sãos. Aff! Louco é quê que não? Onde está o que você sente? Colou na parede ou contou para alguém? Faça algo, faça algo! Estou enlouquecendo... não se entristeça. Enlouqueça!! Comece pelo discurso e dance até o limite. O louco por vezes neutraliza-se e sabe ser como um árvore ou um... silêncio. Tu-do-tão-ho-nes-to. Eu-nãosou-assim.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Dream Cracker


poderia ser assim, como eu mesmo faço, e olha que sou um pouco preguiçoso: você cultiva suas coisas, seus prazeres, se mantém atento ao mundo e aos outros, ao mistério. Identifica interesses, serve e segue. Uns pensariam nas casas para nos abrigar, cuidar e confortar e abrigar também nossos sonhos e carências e abrigar nossos segredos, nossas intimidades, nossas coisas, coisas, coisas, matéria. Abrigos! Outros iriam pensar fabulosos jardins, jardins que condensariam a beleza banal da natureza, jardins inventados que a homenageariam, citariam, que concordariam com essa vastidão de coisa planta. Passearíamos de vez em quando por ali - ou sempre, possuídos de encanto, um mundo encantador, por que não? Com ruas verdes de Hamburgo no futuro, ou de uma Brasília sem asfaltos, viadutos e gente explodindo corpos com máquinas de ferro. Um mundo sem a invenção do trânsito, do tráfego de motoboys e do telejornal. Ah! Que raridade seria. Que lullllxo! Outros amigos estariam a serviço da seu tempo e da sua condição (humana) e fariam danças e teatro e música e etc. que saíssem de si, de seus corpos e daquilo por que entendem seus corpos e semeariam a questão e o hábito de olhar pra si e para o tempo fecundando o tempo, sem temê-lo. Criariam momentos de culto ao isto-que-é, encantos e potências, úteis e inúteis, arte. Outros fariam deliciosas comidas, porque se come o mundo assim desde sempre, mas não se come da mesma maneira, são muitos sabores, e cozinhariam, fritariam, cortariam, serviriam a todos com alegria e paixão e amargura e diferença, sem jamais pensar na vontade boba de entupir ou corroer uma garganta ou um estômago ou uma veia ou rim. Se pensassem no entanto em fazê-lo, havendo necessidade ou desejo, por  motivo que haja ou se invente, saberiam exatamente o que, como e quanto para destruir, devorar ou deturpar (ou mesmo divertir) qualquer coisa de um corpo humano que será interessante de se brincar com. Brincaríamos com o corpo, sendo ele e plenamente, do pipiu às bucetinhas às bucetinhas-pipiu e às boquinhas, traqueias e coisas sem nome pra sempre sem nome sem querer ter nome, mas que sentem vermelhinhas tudo / e que se movimentam. Pulsam e sentem tudo que a maravilha material pode ver e ter em si. E uns seriam bruxos e truxos incríveis e mentalmente gordos e alegres e se interessariam em mexer no corpo da gente para mudar os rumos de uma coisa que queremos que saia dele ou entre nele, ou para transformar uma sensação ou um estado e fariam bruxarias nas nossas próprias casas, seriam tratados por seus nomes ou por nomes que inventamos para chamá-los e tomariam café ou qualquer coisa antes durante e depois de nos ajudar a sair da cama. Nossos empregos seriam um ciclo de coisas que se promovem e se completam, eu não teria preguiça de trabalhar o trabalho como vida. As brigas e as monotonias não seriam tudo porque tudo estaria acontecendo e não seríamos obrigados a enfrentar a depressão com coisas depressivas como andar no metrô cheio de gente depressiva e passar por paisagens depressivas e propagandas depressivas e cansativas e deprecansativas. Tenham seus hotéis, seus iates, inventem os iates e os hotéis e me deixem ficar neles e me deixem comprá-los e venham ao teatro e comamos juntos, mas se não nos conhecermos, fique de boa e respire o mundo, não me espanque, não me estupre, não me estoure, não me roube nem me devaste, não apague o meu encanto, não me enlouqueça, não me mate em vida, não mate a vida sem admirá-la, não canibalize sem venerar quem devora, seja a coisa, tire essas coisas da cabeça, respire, esqueçam as gravatas, em que ano foram inventadas? Por quem? Para que? Por que não vão nadar no mar de gravatas e trabalhar de sunga ou maiô, por que não se cansam desse mundo cansativo, amante do desencanto. Esse mundo anti-imaginativo, de gente que odeia gente, em busca D Q??? ????? ?? ? ??? ? … 

quinta-feira, 20 de março de 2014

- Socorro, gente!

Dizer é que sobre que? Amigos, tenho andado pelo meio das cidades, está muito confuso entender quem está dando o que. O pessoal quanto mais junto, mais se encontra explodindo coisas. Que coisas loucas esses seres-acontecimento, coisas da mesma natureza, essas coisas dividem um só tempo e se monstrualizam juntas. A partir do umbigo. Algo vai acontecer e todos vão passar a buscar algo dentro bem dentro tão dentro que será infinitamente íntimo. E olho não servirá mais pra isso de hoje. E então pra que eu? Eutudosô! Eu estou despreocupando da vida, não quero essa porque aquela é melhor, aquilo parece melhor, aquilo é diferente disso, disso tudo. Quero peace, piss!!! Qual é a diferença entre escolher o pão com queijo ou pão com carne? Onde leva cada caminho? O que você come é feito do que usaram pra te fazer? E o que não é feito disso, quem guardou/onde? Pra que serve levar, se tudo já foi levado daqui e trazido de volta em seguida? Tudo está aqui? No mundo, me diga. Está tudo aqui? Na cidade de São Paulo há tudo? Se sim, por que andam tão depressinha? Se sim, por que aqui não parece feliz? FELIZ! Sim... me parece óbvio. Quando tudo há num lugar que também há, há felicidade? Felicidade é haver tudo dentro? A felicidade dentro é quê? Confia-se no que parece confiável? Há um fio entre o que confia e o que é digno de confiança? Pra que serve esse fio? Existe confiança wireless? O que buscam as pessoas? Responda-me. Este aglomerado de pessoas enfileiradas para descer a escada rolante estão indo a-onde? Lá, o que há? E o que trazem de lá para cá? Para que servem essas pessoas? Por que não estão todas dormindo? Por que não estão todas gritando? Como posso afirmar que não estão? Há o racionalismo, o sentimentalismo e o que mais? Por que não desistir de tudo se tudo é impossível? Por que não parar aqui? Quem disse que não sou esquizofrênico? k) Para que insistir? l) qual solução é melhor que a que está posta? ------ Quando chego neste ponto, geralmente sinto como isso é imbecil e algo em si responde a si mesmo e passa a fazer sentido PRO-GRE-DIR com "engenho e arte". Monto um espetáculo? Escrevo poema? "Fundo a cuca"? Viro o quê se eu não crescer? Fico pequeno? Penso em desistir, desanimar é um dispositivo de segurança que está dominando a coisa humana para que ela não vá longe demais, além do que devia, porque além é para lá do que o que há, e o que há, amigos... vocês sabem... é o-que-há!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Este texto, obrigado

A bunda está aqui e o pinto está lá. Só falta a internet entre os dois desde que a pangeia parou de menstruar e dilatou dez mil kilômetros pra parir a Europa mais rica que nóis tudo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mandioca braba

Eu lido bem com tudo. Eu aceito tudo. Igualzin formiga trabalhando. Igual dono de buteco.

domingo, 19 de janeiro de 2014

O que diz o desejo inclinado sobre o prato de comida

EU: um boy magro com a blusa desabotoada, descalço e com frio, uso roupas de dormir da minha mãe canceriana e levo em cima um olharzin de peixin morto.
Sou uma maçã mordida e enferrujada.
Sou abelhinhas zumbindo sobre o lixo orgânico e sobre o seco mal criado.
Sou eu na passarela escura de Brasília, ele diz: perdeu, e sai correndo com meu celular.
Estou aqui! Todos morreram e eu fiquei com o violão no quarto de fazenda sob a luz incandescente.
Sou euzinho, pobre de mim, deitado na sala vendo Jornal Nacional e ouvindo a esteira ergométrica com cala bocas sem fim.
Sou euzito, molestado, cuspido, manco e solavanco, reprovado e deportado, subjugado e rejeitado, coitadito coitadito diririto diririto.
Euzinho debruçado sobre a sopa, sem saber porque comer, quero cama pré-uterina. Estou peleco, estou perplexo. Sonho com o céu, pobrezinho, estou ficando amarelado, é uma griiiipeeee fatal!!! É uma gripe vitaaaaaaaaal!!!

sábado, 4 de janeiro de 2014

Nostaljipe

todas as imagens existem. tudo está existido já, já muito existidozaço. Chega desse existencialismo, esse existencialismozão totalzão essa coisona cheia de coisas existino-ino-ino. que tantão de cooooiisa, chega coça na gente, a coisa tão grande que é. Pensei o seguinte, ficar lá em casa, existindo, claro, junto com meus tesouros existentes, obviamente, todos existindo em sua totalidade micro-clara, micro-evidente, sendo por vezes suficientes e: na tentativa de esquecermos a totalidade oposta, o que nos não-compreende, o que nos excede, o resto, quem sabe nos agrademos um bocado. existiremos pleníssimos ali mesmo, super-totais igualmente, com tudo que tem direito: efeito, quiprococagem, exacerbação, briga, pudim de queijo e do que quiser, tudo cabe lá, em mim, volutas e volutas, concheados, segredos, sussurros e berros. existências pequenininhas, bem menores que as menores que conhecemos, sempre menores e menores e aumentando

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A volta para a superfície é desesperadora

It´s like you´ve been bashed, but forget the birds flying around it, imagine fishes all over your head. Birds aren´t there when you have no wings, like me, now you only have  gills. Then, sink. Taste the salty penetrating your flesh, your weak red flesh. Understand the wounds and the pain, really fell them. Let it in. Dive. There´s nothing there but you, the cells are eating themselves. Fell the negative, the positive, be thankful.
Hard to breath so too see ahead.
Don´t go to the surface, you´re not dying, just felling something interesting about the anatomy of your heart. Twig this new, touch it, don´t be too hungry, you just need liquid now, no bittings. Your blood belong to this wilderness, accept it and breath this black reality, you´ll see everything soon, just forget it. The ocean is all around and you too.  The flame is still there, licking your skin, letting you cold and warm enough, making fun of your closed eyes and fears.
Open it, open, open, open. Now can you see it?
Everything is gone, you just have/need me. Fell this tender on your fingertips. Push yourself to the deep, an armful will help. Forget your sleepy afternoons. Stare me and come. Follow me. I´ll pleasure you. Be all the beauties that you dreamed, pee, take a hot piss and keep swimming. Be yourself at home, cuz actually this is your new home.